sábado, 4 de junho de 2011

Portugal-Noruega, 1-0 (destaques)



Para derrubar a muralha foi preciso paciência de «baixinho».
Por Nuno Travassos

Moutinho
Frente a uma muralha alta e compacta, o «baixinho» revelou-se sempre o elemento mais esclarecido. Foi paciente a procurar espaços na defesa norueguesa, com bola ou sem ela, e nunca perdeu a noção do equilíbrio defensivo. É um autêntico jogador-treinador, e não é coincidência que tenha sido o primeiro jogador ao qual Paulo Bento se dirigiu após o golo, de forma a transmitir as necessárias mudanças na abordagem ao jogo.

Meireles
Um raio de acção bem mais alargado do que é habitual, mas a entrega de sempre. Ao mesmo tempo que dobrava a atenção para os contra-ataques noruegueses, teve também de se mostrar disponível para funcionar como pêndulo sempre que os colegas da frente esbarravam no muro e tinham de voltar para trás.

Nani
Não se deixou abater pelo (surpreendente) estatuto de suplente a que foi relegado na final da Liga dos Campeões. Pelo contrário, sentiu que esta era a oportunidade de mostrar a Alex Ferguson que se tinha enganado. Apareceu endiabrado logo na fase inicial do encontro, com alguns «malabarismos», e acabou por contribuir para a vitória com a assistência para o golo de Postiga.

Pepe
Cerrou os dentes para uma luta musculada com John Carew, e saiu vencedor. Conseguiu dividir os lances aéreos com o ponta-de-lança norueguês, e sobrou-lhe ainda capacidade física para fazer algumas «dobras», anulando contra-ataques perigosos.

Pedersen e Huseklepp
Pouco requintados tecnicamente, mas objectivos. O principal perigo norueguês apareceu pelos flancos, em contra-ataque. Huseklepp obrigou Eduardo a uma grande defesa, e Pedersen desperdiçou um lance de perigo com um remate para a bancada.

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